Amar e Servir

Todos nós deveríamos, em algum momento, exercer uma atividade que nos fizesse servir os outros. No poema “Tabacaria”, um heterônimo de Fernando Pessoa pensa que “se casasse com a filha da lavadeira, seria feliz”. Isto porque teria uma esposa que veria o mundo de modo simples, sem complicações. Talvez por isto sempre me senti atraído pelas garçonetes sorridentes. Se elas sorriem e estão felizes em serem gentis e servir, certamente saberão melhor amar a quem amam, e a se sentirem plenas com pouco, já que aparentam não serem afetadas por seus baixos salários. Quisera eu ser assim, satisfeito com o que tenho e recebo, grato com a oportunidade de fazer alguém sorrir e ser feliz, servindo. Que é o amor senão um tipo de serviço? Palavras lindas e poéticas não declaram um amor mais...

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