Crise e Mudança

             Sempre há algo que, depois de um tempo, começa a incomodar, provocando uma crise, ou seja, um momento de questionamento. A seguir vem a tomada de decisão, ou melhor, a obrigatória atitude de fazer algo que mude o quadro. Em consequência, mudamos o nosso em torno, a nós mesmos, ou ambos. Sempre a crise precede a mudança, portanto, é positiva, no sentido de romper estruturas arcaicas, já carcomidas, e de fazer nascer o novo, independentemente de como seja. É bom mudar, nem que seja para quebrar a monotonia da mesmice. Mas as grandes crises provocam rompimentos, atritos, desgaste, stress, loucura, depressão, ataques de fúria, enfim, possuem um alto custo, de modo que nem sempre estamos dispostos a pagar o preço. Nesta lista estão nascimento e morte, casamento e separação, divórcio, novo emprego, demissão,...

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As Duas Faces da Crise

            O quadro político brasileiro atual, além de inusitado e dinâmico, todo dia produzindo novos fatos, contém um nível de embate e conflito que há muito não se via neste país. Um dos motivos é porque quase todos os aspectos envolvidos na crise, quer sob a ótica política, jurídica ou ética, podem ser vistos sob, no mínimo, dois pontos de vista opostos, como dois lados de uma mesma moeda.             De um lado o Governo petista do ex-presidente Lula, tendo herdado um Estado reformado por FHC, mantém a política econômica neoliberal de seu antecessor (com metas de inflação, superávit primário e câmbio flutuante), e dá continuidade aos programas sociais democratas do Governo tucano, ampliando-os e criando novos: a bolsa escola vira bolsa família, dá-se andamento às cotas raciais e socioeconômicas, amplia-se a correção do...

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A vida em Tempos de Crise

            Segundo a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico – OCDE, o estudante brasileiro tem desempenho sofrível em matemática (68,3% com baixo desempenho), ciências (baixo desempenho de 55,2%) e leitura (baixo desempenho de 50,8%). Como é em matemática que se sai pior, o brasileiro médio também patina em suas contas e não possui uma educação financeira, não consegue calcular percentual de juros e, em consequência, não sabe poupar ou viver de acordo com o seu orçamento. Isto piora, obviamente, em tempos de crise e, a exemplo do Governo Brasileiro, o brasileiro gasta mais do que ganha, se endivida para além de sua capacidade de endividamento, caindo na inadimplência, enquanto as empresas passam a operar no vermelho e o Governo “fabrica” inflação com recessão. Deixando o Governo de...

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