Amar e Servir

Todos nós deveríamos, em algum momento, exercer uma atividade que nos fizesse servir os outros. No poema “Tabacaria”, um heterônimo de Fernando Pessoa pensa que “se casasse com a filha da lavadeira, seria feliz”. Isto porque teria uma esposa que veria o mundo de modo simples, sem complicações. Talvez por isto sempre me senti atraído pelas garçonetes sorridentes. Se elas sorriem e estão felizes em serem gentis e servir, certamente saberão melhor amar a quem amam, e a se sentirem plenas com pouco, já que aparentam não serem afetadas por seus baixos salários. Quisera eu ser assim, satisfeito com o que tenho e recebo, grato com a oportunidade de fazer alguém sorrir e ser feliz, servindo. Que é o amor senão um tipo de serviço? Palavras lindas e poéticas não declaram um amor mais...

Leia Mais

Sacrifício e Amor

            Na grande maioria dos textos antigos amar significa sacrificar-se pelo ser amado. Hoje, em nossa sociedade pós-moderna, somos todos individualistas e hedonistas, ou seja, pensamos primeiro em nosso próprio umbigo, e não queremos ralar ou sofrer: o outro que se dane, “faça a fila andar”, amar é um tipo de narcisismo.             É claro que não podemos amar alguém que nos faça mal, pois é saudável que tenhamos amor próprio, afastando de nós a paixão doentia que, quando alimentada, faz com que nos odiemos. Porém, o amor verdadeiro, seja cristão ou budista, implica em compaixão, em sintonia fina com os outros, de modo que nos faça solidários e caridosos. Se vejo alguém sofrer, sofrerei junto, se faço alguém feliz, serei feliz com ele ou ela. Daí que o verdadeiro amor é sábio, enquanto...

Leia Mais
Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com