O Brasil em marcha à ré

De início cabe esclarecer que não sou petista (nunca fui) e nem comunista, portanto, o que irei escrever não é bruxaria. Tenho pensado no tempo da ditadura militar, quando eu amava o meu país e tinha vergonha de ser brasileiro. Hoje me dou por conta que, apesar de continuar amando o meu país, voltei a sentir vergonha dele. Vejo que estamos entrando numa fase complicada, feita de passos atrás, como se, arrependidos dos avanços que tivemos, quiséssemos retroceder e reescrever a história. O Governo Bolsonaro foi eleito baseado num discurso falso, de que existe uma ameaça comunista, quando não existe mais guerra fria e a URSS acabou. No Brasil os partidos “comunistas” são comunistas só no nome, pois quando eleitos jogam o jogo que jogou o PT, ou seja, respeitam a democracia e suas...

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Relato de Vida

Quando escutamos ou lemos relatos sobre a experiência de quase-morte, em geral aparece neles a narrativa de que, na transição da vida para o mundo do além, vemos nossa vida, do nascimento à morte, como num filme tridimensional, em que estamos em cena e ao mesmo tempo assistimos, como nos sonhos. E todos dizem que o foco não é o que fizemos, e sim a repercussão nos outros do que fizemos, e que pequenos gestos podem se revelar mais importantes que grandes feitos. Isto é interessante e deve ser levado em consideração quando pensamos em escrever nossa autobiografia, ou seja, pensar na repercussão nos outros equivale a pensar no público leitor. Para quem se escreve: para quem lê ou para nós mesmos? Escrever para nós mesmos é válido e extremamente transformador e importante, porque...

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Autocontrole e Maturidade

O psicólogo C. G. Jung defendeu que o processo de individuação se dá, não só por terapia e auto esforço, mas também ao natural, pelo passar do tempo, pela maturidade. Para ele individualizar-se equivalia a se tornar mais completo, incorporando a si aquilo que algum dia não reconhecemos como nosso, ou que reprimimos ou rejeitamos como a encarnação do mal. Assim, a sabedoria dos mais velhos implica na aceitação deles de que “nada que é humano lhes é estranho”, que eles são ou foram capazes de tudo e qualquer ato, por mais tresloucado ou transgressor que fosse. Isto significa também compreender melhor a diversidade das pessoas e aceita-las como são, ou pelo menos compreende-las no sentido de tolerar suas ignorâncias, infantilidades, maledicências e agressividade. Mas a sabedoria dos mais velhos também se faz com...

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Haddad e a redução de danos

              O momento político é grave, todas as nossas instituições estão sendo colocadas à prova. Mas, considerando-se os riscos, é preciso assumir-se posições e não abrir brecha para omissões ou vacilações. No segundo turno das eleições presidenciais, em nome da “redução de danos”, irei votar em Haddad. Porque, apesar de todos os erros e defeitos do PT, suas lideranças possuem uma grande virtude, o respeito às regras do jogo democrático. Todos os eminentes petistas presos, inclusive o Lula, estão cumprindo suas penas e tentando safar-se apenas dentro das regras do sistema jurídico institucional. Imaginemos Bolsonaro acusado, julgado e condenado: aceitaria ele a prisão? Ou conclamaria seus seguidores a uma resistência armada, que colocaria a sociedade brasileira à beira de uma guerra civil? Continuemos imaginando um hipotético Governo Bolsonaro, por áreas, com suas consequências:...

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Os extremos se tocam

Diz uma conhecida e antiga máxima: “os extremos se tocam”. E eu prefiro dizer: os opostos extremos se assemelham. E isto fica muito claro no segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, neste ano de 2018. Quando pensamos historicamente, vemos que a arte produzida pelo comunismo soviético após 1919, e os regimes fascista na Itália e nazista na Alemanha antes da 2ª guerra mundial eram muito assemelhados. Tanto o comunismo marxista quanto o nazi-fascismo defendem regimes ditatoriais; possuem inimigos internos (os burgueses para os comunistas e os judeus para os nazistas); perseguem, prendem e matam opositores; discriminam negros, ciganos, deficientes físicos, estrangeiros e homossexuais; prestam culto à personalidade de seus líderes; censuram a livre expressão da opinião, a imprensa, a liberdade de reunião e de ir e vir. A ditadura de Franco na Espanha e...

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Em quem votar nas próximas eleições?...

             O artigo que se segue é um artigo de opinião, portanto, não é isento ou faz uma análise neutra. Mas, ao dar minha opinião, talvez ajude um pouco os indecisos. Primeiro, cabe ser racional e não emocional quando se vota. Daí que de saída irei descartar todos os candidatos que, pelas pesquisas e outros quesitos, como tamanho de seus partidos e representatividade de seus candidatos, certamente não chegarão ao segundo turno: Álvaro Dias, João Almoedo, Henriques Meirelles, Vera, Cabo Daciolo, Guilherme Boulos, João Goulart Filho e Eymael. Portanto, não comentarei estes, apesar de alguns serem representantes de partidos autênticos, como Boulos do PSol, ou de forças políticas hegemônicas, como Meirelles do MDB. E apesar de encontrarmos, dentre estes, propostas importantes e interessantes, como a defesa da auditoria da dívida pública feita pelo João...

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