Metodologias Ativas no Ensino Superior:...

RESUMO: Com o surgimento da pós-modernidade as gerações “Y” e “Z” passaram a comparecer em sala de aula com seus laptops, ipads e smartphones, obrigando os professores a competirem com a internet para não “darem aulas para as paredes”. As escolas e universidades que optaram pela proibição dos eletrônicos em sala de aula e mantiveram exposições dialogadas não lograram motivar seus alunos jovens. Assim, surgiu a tendência, adotada por muitas Faculdades, de implantar metodologias pedagógicas ativas, virando “o feitiço contra o feiticeiro”, tornando a internet uma aliada em vez de uma concorrente. Este artigo pretende refletir sobre a opção pelas metodologias ativas no ensino superior, analisando em que medida tal escolha vem ao encontro de uma melhor educação, tendo em vista o estudante do século XXI, conectado e multimídia. E para tal irá considerar as...

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Maçonaria e Pós-Modernidade

              Ao ser convidado a contribuir com uma análise da Maçonaria na contemporaneidade, pensei em fazer um estudo comparativo entre os valores de uma instituição milenar – a Maçonaria – e os valores da sociedade atual, associada ao fenômeno da pós-modernidade. De um lado cabe analisar como a Maçonaria tem persistido no tempo e qual será seu futuro, de outro, necessário se faz ver que atitude ela deve adotar em relação à contemporaneidade. Deve ser a Maçonaria um reduto de conservadorismo, resistindo às mudanças do tempo? Ou deve estar ela em constante processo de construção, renovação e adaptação à modernidade? Em suma: como uma instituição, supostamente milenar – a Maçonaria – poderá subsistir na pós-modernidade?               Todas as instituições milenares, como a Igreja Católica Apostólica Romana ou a Igreja Ortodoxa, são exemplos similares de...

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Anarquia e Democracia: a violência nos movimentos sociais no Brasil 2013...

RESUMO:             (Publicado em 2014) Eclodiu no Brasil em 2013 uma série de manifestações sociais de protesto que mobilizaram milhares de cidadãos, em sua maioria jovens, e que em grande parte terminaram em confrontos com a polícia e depredações. Os encontros eram agendados nas redes sociais, reunindo por isto uma massa heterogênea, com bandeiras díspares e sem lideranças identificáveis e expressivas. Este artigo trata de como o movimento surgiu e, dentro dele, que grupos são os responsáveis pelas depredações, tratando mais especificamente da minoria anarquista. Mostra como o Governo ficou acuado, os políticos desorientados, a população revoltada e atônita, e a mídia ensanduichada, vítima da repressão policial e alvo dos manifestantes. O texto analisa a filosofia anarquista e as táticas violentas, demonstrando que o grupo anarquista black bloc contradiz princípios libertários, portanto, entendendo a...

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Público versus Privado: subsídios ao debate...

(Publicado em 2010).  Resumo: O artigo “Público x Privado: subsídios para um debate” é uma breve reflexão sobre o tema, que aponta questões ideológicas e de preconceito que afetam tal relação, assim como as deficiências e virtudes da administração pública, e seu papel social. Entre público e privado não é preciso fazer uma escolha excludente, ambos podem e devem ser parceiros em projetos. O setor público necessita de gestores que sejam mais administradores e gerentes que políticos. O Estado necessita de um controle externo, que lhe permita uma administração mais ágil sem desvios e corrupção. Por outro lado, o setor privado necessita ser regulado pelo Estado em vista do interesse público. Ambos devem pactuar e colaborar para o desenvolvimento econômico e social. Palavras-Chave: público, privado, gestão, regulação. Summary: The article “Public Private x: subsidies...

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O Que é Ser de Esquerda Hoje

(Publicado em 2005) Vivemos novos tempos. A Europa unificou-se, a U.R.S.S. foi desmantelada por uma revolução popular, e com ela veio abaixo o Muro de Berlim e a Alemanha foi reunificada. Sem o tacão soviético, os demais países socialistas abriram suas economias e se tornaram capitalistas. Resta uma Coréia do Norte sob uma ditadura hereditária, cheia de famintos e miseráveis. Resiste uma Cuba de economia combalida, hoje quase caricata na pessoa de seu ditador discursador. Enquanto a China, a única que poderia contar, emerge como potência econômica capitalista, apesar de politicamente manter-se marxista, com partido único e repressão. E os U.S.A. são, indiscutivelmente, a única superpotência, econômica e militar, um verdadeiro império universal. Conflitos de cunho étnico e culturais surgiram em substituição aos confrontos ideológicos, na Iugoslávia, Irlanda, Chechênia, Cachemira, Afeganistão, Iraque e Palestina....

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A Revelação do Oculto

(Publicado em 1990) O Catálogo Brasileiro de Publicações registra no mercado editorial um grande número de obras publicadas no país sobre ocultismo. Uma onda de misticismo surge e temas como cristais, tarô, quiromancia e astrologia ganham destaque nos noticiários. Na verdade, o que vem sendo mostrado como um “novo”modismo é tão velho como a humanidade.                     1. O MISTICISMO Desde os primórdios da história, nas mais diversas civilizações, tem surgido um pensamento que podemos chamar de “místico”. Ele possui algumas ideias básicas, que se repetem nas mais diferentes culturas e épocas, vinculando-se, em parte, às grandes religiões. Daí se poder falar de um misticismo cristão, islâmico, judaico, hinduísta, etc. Misticismo é um nome genérico, que se aplica a todo o conhecimento que surja de uma experiência misteriosa, que esteja fora dos padrões explicáveis convencionalmente...

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Contracultura e Pop Art nos EUA e no Brasil...

(Publicado em 1990) Este trabalho nasceu de um estudo sobre as relações entre a Escola de Franckfurt e o Movimento de Contracultura. Perguntávamo-nos na época sobre como a contracultura influenciou as artes plásticas? E qual a maneira que o Terceiro Mundo, no caso o Brasil, poderia reproduzir um movimento que era a expressão de crise da sociedade industrial? Correlatos a estes temas tínhamos outros: a questão do pós-modernismo, a perspectiva libertária da descentralização contida na contracultura e, por último, a influência orientalista também presente no movimento contracultural. Sobre estas preocupações desenvolveu-se este trabalho, centrado mais nas primeiras questões. Como grande parte dele foi escrito quando de uma estada na Califórnia – EUA, a perspectiva estudada centrou-se em duas realidades sócio-culturais e geográficas: EUA e Brasil. E, apesar da pequena extensão desta monografia, temos consciência...

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Sistemas Eleitorais e Representatividade...

(Publicado em 1991) 1. O VOTO PROPORCIONAL E OS PARTIDOS As eleições no Brasil, quer sejam municipais, estaduais ou nacionais, são realizadas pelo sistema do voto proporcional, em que o percentual de votos válidos dividido pelo número de cadeiras disponíveis dá o “quociente eleitoral”, ou seja, o número de votos necessários para cada partido ou coligação fazer uma cadeira. Se um partido fizer três vezes o quociente terá três cadeiras, se não atingir o quociente, ficará sem representação, e assim por diante. O quociente eleitoral cria alguns problemas para os partidos frente ao poder de voto dos seus candidatos, o que demonstra que o sistema de votação proporcional possui defeitos. Em Porto Alegre, por exemplo, em 1988 o ex-vereador Omar Ferri (na época no PMDB, hoje no PDT) elegeu-se vereador apesar de 90 candidatos...

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De Carretéis e Discos Voadores (ou da correspondência entre Iberê e Mário)...

(Publicado em 1999) Na II Bienal do Mercosul, numa instalação feita numa carvoaria à beira do Guaíba, o público pode ver, dentre outras coisas, num buraco sem tijolo da parede, um vídeo rodando um filme documentário que retrata o artista Iberê Camargo pintando. Tal filme é uma das produções do artista plástico Joel Pizzini que produziu“o Pintor”, curta metragem de 1995, produção da qual participou o diretor de fotografia, artista plástico, arquiteto e cineasta carioca Mário Carneiro. Mário Carneiro conheceu Iberê Camargo em Paris, ficaram amigos, e juntos assistiram as aulas de Poliakof, assistente de André Lhote. Iberê chegou na Europa em 1948, onde estudou gravura com Carlos Petrucci, pintura com De Chirico, e freqüentou o atelier de André Lhote. Mário diz que De Chirico só influenciou Iberê do ponto de vista técnico, não...

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A Civilização Ocidental frente à Pós-Modernidade: uma análise de valores...

(Publicado em 2013) INTRODUÇÃO O conceito de civilização, segundo Toynbee, diz respeito às sociedades que atingiram um grau de desenvolvimento econômico e cultural que as tornou complexas, isto é, compostas de classes sociais, dentre as quais algumas não estão diretamente envolvidas com a produção de alimentos. Civilizados são os povos que possuem classes sociais parasitas, ou seja, grupos sociais que consomem e não produzem (comem sem plantar, criar ou colher), em geral compostas de soldados, religiosos e administradores. E, além disto, possuem uma cultura rica e diversificada, que supõe alguma forma de escrita, arquitetura, religião e arte. Tal conceito não é garantidor de consensos, o que torna polêmicas algumas sociedades consideradas por alguns como civilizações, tais como a civilização africana e a latino-americana. Entretanto, há consenso de que os povos que habitam a Europa...

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Stockinger: a perenidade do bronze, a beleza agreste dos cactos e a grandeza simples das pedras...

(Publicado em 1999) O artista Francisco Stockinger está fazendo 80 anos, e uma exposição tríplice o homenageia no MARGS, na Usina do Gasômetro e no Centro Municipal de Cultura. Tal mostra é bastante representativa do conjunto de sua obra, abrangendo dos anos 50 aos 90, e inclui Guerreiros, Sobreviventes, Cavaleiros, Amazonas, Centauros, Touros, Pedras, Nus, Flores, Gabirus e outras figuras, atestando a riqueza e variedade de sua obra, quer em materiais, temas ou formas. Acostumados com artistas mitificam suas obras, surpreendemo-nos com o Xico, uma pessoa cativante que, ao falar, desmistifica o seu trabalho e a si mesmo como artista. Stockinger é, ao mesmo tempo, uma pessoa simples e o mais importante artista gaúcho vivo, é também um dos maiores escultores do Brasil, o contraste de sua importância e simplicidade faz sua presença e...

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O Olhar e a Arte: a estética da recepção e as artes plásticas...

(Publicado em 1994) Toda a crítica de arte se fundamenta numa teoria estética. Algumas teorias da arte tentam explicar, além da própria arte, também o processo criativo. Quando tentamos definir a arte, vemos que se aplica a ela tantas definições quantas são as teorias estéticas existentes e as filosofias que são aptas à análise das obras da história da arte. Por isto se diz que a arte é, simultaneamente, uma produção material e espiritual, uma mercadoria, uma projeção psíquica, o reflexo de uma realidade histórico-social, mito, signo, enigma e muito mais. A história da arte, com suas épocas e “ismos”, tem se prestado a um olhar estruturalista, que enfoca as semelhanças e/ou as diferenças, agrupando assim obras, artistas e períodos. Podemos olhar as semelhanças e/ou diferenças segundo vários enfoques: formal, histórico-social, psicológico, etc. Podemos...

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Anarquia e Arte

(Publicado em 1994) A palavra “anarquia” não significa etimologicamente desordem e bagunça. É a negação do poder, o desgoverno, no sentido de ausência ou negação da autoridade. Aqui vou usá-la significando “ausência de parâmetros teóricos referenciais”. Quando nenhuma teoria governa, temos um quadro caótico, quase ininteligível, ou melhor, compreensível somente a partir de uma concepção anárquica da arte. Aplicando à arte o enfoque que Paul Feyerabend desenvolveu em relação à ciência, podemos dizer que a arte, como reprodução e recepção, é um fenômeno essencialmente anárquico, porque: 1. toda obra de arte é imprevisível antes de sua conclusão. É impossível determinar até mesmo futuras tendências artísticas, pois a criação transcende o projeto original do artista. 2. A arte transfigura o real e não há regras que decodifiquem todas as alternativas de transfiguração possíveis. 3. Toda...

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Crítica à Concepção de Estética de Hadjinicolaou...

(Publicado em 1984) 1 – INTRODUÇÃO O homem, tendo evoluído do animal, se distinguiu do mesmo por dois fatores básicos: o desenvolvimento do cérebro e da capacidade instrumental. Com o tempo, a necessidade transformou o desenvolvimento cerebral em ciência e o instrumental em técnica. Mas o fazer humano não produziu só o imediatamente útil, considerou o homem também necessário à sua sobrevivência um domínio da natureza de cunho mágico: assim nasceu a arte. 1.1 – A produção humana Karl Marx nos Manuscritos Econômico-Filosóficos afirma que o homem se distingue do animal porque produz suas condições de vida, definindo-se como produtor: o homem é o seu trabalho. Diz Marx que o animal produz ninhos, habitações, colmeias, porém sempre segundo as necessidades físicas da espécie, num sentido imediato e parcial (para si e seus filhotes). Enquanto...

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Francisco Stockinger (Xico) para Professores de Educação Artística...

(Publicado em 1999) I – DADOS BIOGRÁFICOS: Francisco Stockinger nasceu na Áustria, em 7 de agosto de 1919, filho de pai austríaco e mãe inglesa. Em 1921 a família Stockinger emigra para o Brasil e vai radicar-se em Santo Anastácio (Colônia Costa Machado), interior de São Paulo, próximo ao Mato Grosso, “o fim do mundo” no dizer do Xico. Em 1928 os pais dele se separam e o Xico vai morar com a mãe na cidade de São Paulo, em 1929, onde estuda no Mackenzie, onde foi aluno de desenho de Anita Malfatti, que não o impressionou, confessa. Em 1937 o Xico se muda para o Rio de Janeiro e ingressa no Aeroclube do Brasil, transferindo-se em 1939 para a Navegação Aérea Brasileira, onde se forma meteorologista de nível superior na 1ª turma do...

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