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Metodologias Ativas no Ensino Superior:

19 March 2018 | Nenhum comentário

RESUMO: Com o surgimento da pós-modernidade as gerações “Y” e “Z” passaram a comparecer em sala de aula com seus laptops, ipads e smartphones, obrigando os professores a competirem com a internet para não “darem aulas para as paredes”. As escolas e universidades que optaram pela proibição dos eletrônicos em sala de aula e mantiveram exposições dialogadas não lograram motivar seus alunos jovens. Assim, surgiu a tendência, adotada por muitas Faculdades, de implantar metodologias pedagógicas ativas, virando “o feitiço contra o feiticeiro”, tornando a internet uma aliada em vez de uma concorrente. Este artigo pretende refletir sobre a opção pelas metodologias ativas no ensino superior, analisando em que medida tal escolha vem ao encontro de uma melhor educação, tendo em vista o estudante do século XXI, conectado e multimídia. E para tal irá considerar as contribuições da psicanálise e da psicologia ao tema, assim como os avanços da neurologia na compreensão do funcionamento de nosso cérebro. Assim, de modo breve e introdutório, abordaremos autores como Sigmund Freud, Carl Rogers, Jean Piaget, Howard Gardner, Steven Mithen, Steven Pinker e Norman Doidge, para assim fundamentar a opção pelas metodologias ativas no ensino superior.   ABSTRACT: With the emergence of postmodernity generations “Y” and “Z” started to appear in the classroom with their laptops, ipads and smartphones, forcing teachers to compete with the internet not to “give lessons for walls”. Schools and universities have chosen to ban the electronic classroom and kept dialogued exhibitions failed to motivate his young students. Thus emerged the trend adopted by ESPM, to implement active teaching methods, turning “the spell against the sorcerer,” making the Internet an ally rather than a competitor. This article aims to reflect on the option for active methodologies in higher education, analyzing to what extent such a choice is offered to a better education, in view of the student’s twenty-first century, connected and multimedia. And for that will consider the contributions of psychoanalysis and psychology to the subject, as well as advances in neurology in understanding the functioning of our brain. Thus, brief and introductory way, we will cover authors as Sigmund Freud, Carl Rogers, Jean Piaget, Howard Gardner, Steven Mithen, Steven Pinker and Norman Doidge, thus support the option for active methodologies in higher education.   1.     Os professores frente aos estudantes das gerações “Y” e “Z” Os alunos jovens que chegam aos bancos universitários dominam bem as novas tecnologias, mas as usam quase exclusivamente para comunicação social e não como fonte de saber real. Escrevemos “saber real” porque é preciso distinguir informação de comunicação, jovens que se comunicam bem podem ser mal informados, mesmo acessando muita informação, desde que busquem na web predominantemente informações de entretenimento, que é o caso, segundo o Ibope (2010), dos jovens da geração “Z”[1]. O IBOPE pesquisou em 2010 a geração “Z”, que é composta de: 96% de solteiros, 84% de estudantes, 36% deles odeiam serviço doméstico, 31% já tiveram um 1º trabalho, mais da metade possuem um videogame, 71% utilizam frequentemente as redes sociais, e priorizam o entretenimento frente à informação. Parafraseando Mac Luhan, a geração “Z” usa das tecnologias de informação e comunicação como extensão de seus próprios corpos. Os estudantes que sentam nos bancos universitários hoje, ao mesmo tempo em que estão em suas salas de aula estão também conectados em outras realidades:...

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Maçonaria e Pós-Modernidade

5 March 2015 | 2 comentários

              Ao ser convidado a contribuir com uma análise da Maçonaria na contemporaneidade, pensei em fazer um estudo comparativo entre os valores de uma instituição milenar – a Maçonaria – e os valores da sociedade atual, associada ao fenômeno da pós-modernidade. De um lado cabe analisar como a Maçonaria tem persistido no tempo e qual será seu futuro, de outro, necessário se faz ver que atitude ela deve adotar em relação à contemporaneidade. Deve ser a Maçonaria um reduto de conservadorismo, resistindo às mudanças do tempo? Ou deve estar ela em constante processo de construção, renovação e adaptação à modernidade? Em suma: como uma instituição, supostamente milenar – a Maçonaria – poderá subsistir na pós-modernidade?               Todas as instituições milenares, como a Igreja Católica Apostólica Romana ou a Igreja Ortodoxa, são exemplos similares de modos de perpetuação no tempo, ou seja, de sobrevivência de seus valores antiguíssimos frente às transformações da história e das sociedades no decorrer dos séculos. Podemos supor que com a Maçonaria não seja diferente, pois se de um lado ela é resultante de uma tradição que remonta à antiguidade mítica, de outro possui uma história mais recente, que vai da Idade Média e Moderna até os nossos dias, em que podemos identificar as mudanças que foram se dando no tempo. Por fim, cabe ver a Maçonaria hoje, frente às profundas transformações da modernidade e pós-modernidade, refletindo sobre como ela se instala em nosso tempo.   I – O QUE É E COMO É A MAÇONARIA?             A Maçonaria hoje é essencialmente uma instituição filosófica, filantrópica, ritualística e mística, que prima pelo conhecimento esotérico, ou seja, aquele transmitido a poucos iniciados, e zela pela preservação da tradição espiritualista e moral de que se diz depositária. Na Constituição do Grande Oriente do Rio Grande do Sul – GORS está escrito, entre outras coisas, que a Maçonaria:   “Proclama a prevalência do espírito sobre a matéria.   Pugna pelo aperfeiçoamento moral, intelectual e social da humanidade, por meio do cumprimento inflexível do dever, da prática desinteressada da beneficência e da investigação constante da verdade. Condena a exploração do homem, bem como os privilégios e regalias  Afirma que o sectarismo político, religioso ou racial é incompatível com a universalidade do espírito maçônico. Combate a superstição, a ignorância e a tirania. Defende a plena liberdade de expressão do pensamento. Proscreve o recurso à força e à violência. Reconhece o trabalho como dever social. Considera irmãos todos os maçons.”              Por fim, considera como deveres maçônicos: “amor à família, fidelidade e devotamento à pátria, e obediência à lei”.             Por tais princípios a Maçonaria é espiritualista, democrática, pacifista, igualitária, defensora da ciência e da lei, portanto, conservadora ou revisionista, e nacionalista em seu respeito à pátria, apesar de se propor universalista. Ao manifesta-se contra o sectarismo religioso, político e racial, a Maçonaria posiciona-se também contra o fanatismo e o dogmatismo. Tanto é assim que ela defende a tolerância, “para que sejam respeitadas as convicções de cada um“, e combate a tirania, em outras palavras é contra a opressão e a ditadura, defendendo a liberdade e a democracia, ao menos na teoria, já que historicamente nem sempre isto aconteceu, como mais tarde demonstraremos.             Pode ser aceito como maçom quem acredite em Deus e esteja trabalhando, tenha sua vida e moral investigada...

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Anarquia e Democracia: a violência nos movimentos sociais no Brasil 2013

10 November 2014 | Nenhum comentário

RESUMO:             (Publicado em 2014) Eclodiu no Brasil em 2013 uma série de manifestações sociais de protesto que mobilizaram milhares de cidadãos, em sua maioria jovens, e que em grande parte terminaram em confrontos com a polícia e depredações. Os encontros eram agendados nas redes sociais, reunindo por isto uma massa heterogênea, com bandeiras díspares e sem lideranças identificáveis e expressivas. Este artigo trata de como o movimento surgiu e, dentro dele, que grupos são os responsáveis pelas depredações, tratando mais especificamente da minoria anarquista. Mostra como o Governo ficou acuado, os políticos desorientados, a população revoltada e atônita, e a mídia ensanduichada, vítima da repressão policial e alvo dos manifestantes. O texto analisa a filosofia anarquista e as táticas violentas, demonstrando que o grupo anarquista black bloc contradiz princípios libertários, portanto, entendendo a violência nas ruas como contrária ao convívio democrático. Em suma, o texto é uma crítica de esquerda à violência nos movimentos sociais, rompendo com o preconceito de que tal posição esteja eivada de conservadorismo e direitismo. Palavras-Chave: anarquismo, democracia, violência.   ABSTRACT:             Broke out in Brazil in 2013 a series of social manifestations of protest that mobilized thousands of citizens, mostly young, and mostly ended in clashes with police and vandalism. The meetings were scheduled in social networks, gathering for it a heterogeneous mass with flags disparate and without identifiable leaders and expressive. This article discusses how the movement emerged and within it, which groups are responsible for the vandalism, dealing more specifically anarchist minority. Shows how the government was cornered, politicians disoriented, the population revolted and astonished, and sandwiched media, victim of police repression and target of protesters. The text analyzes the anarchist philosophy and the violent tactics, demonstrating that the black bloc anarchist group contradicts libertarian principles, therefore, understanding street violence as contrary to democratic practice. In short, the text is a critical leftist violence in social movements, breaking with the prejudice that such a position is fraught with conservatism and rightsism. Keywords: anarquism, democracy, violence, vandalismo.   – Introdução:             No ano de 2013 eclodiu Brasil afora, abrangendo as capitais dos estados e as cidades médias, movimentos sociais de protesto, quando as ruas se encheram de centenas de milhares de cidadãos contestando e reivindicando. Quando a mídia começou a cobrir o que estava acontecendo, se defrontou com um fenômeno novo que, inicialmente, não soube interpretar. Como os protestos eram convocados ou combinados através das redes sociais, estavam à margem dos meios de comunicação tradicionais, que não foram capazes de perceber a insatisfação latente que eclodiria nas ruas. Além disto, inicialmente, muitos veículos criticaram os movimentos de protesto e os subestimaram, passando a defender e dar destaque e importância aos mesmos somente depois de repórteres terem sido vítimas da repressão policial.           Nascidos nas redes sociais, os movimentos de rua não possuíam lideranças reconhecidas, não contavam com a presença de organizações sociais instituídas e não carregavam bandeiras de consenso, já que as reivindicações eram diversas, dispersas e díspares. Portanto, era um movimento social desorganizado, composto de uma massa heterogênea, com múltiplas bandeiras coexistindo. Mas, no geral, havia convergência em torno de alguns pontos:             a) falta de representatividade dos políticos atuantes;             b) desconfiança e rejeição aos partidos políticos e organizações sociais;             c) descontentamento com os Governos instituídos (nas esferas federal, estadual e...

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Público versus Privado: subsídios ao debate

6 November 2013 | Nenhum comentário

(Publicado em 2010).  Resumo: O artigo “Público x Privado: subsídios para um debate” é uma breve reflexão sobre o tema, que aponta questões ideológicas e de preconceito que afetam tal relação, assim como as deficiências e virtudes da administração pública, e seu papel social. Entre público e privado não é preciso fazer uma escolha excludente, ambos podem e devem ser parceiros em projetos. O setor público necessita de gestores que sejam mais administradores e gerentes que políticos. O Estado necessita de um controle externo, que lhe permita uma administração mais ágil sem desvios e corrupção. Por outro lado, o setor privado necessita ser regulado pelo Estado em vista do interesse público. Ambos devem pactuar e colaborar para o desenvolvimento econômico e social. Palavras-Chave: público, privado, gestão, regulação. Summary: The article “Public Private x: subsidies for a debate” is a brief reflection on the subject, pointing and ideological bias that affect this relationship, as well as the shortcomings and virtues of public administration, and social role. Between public and private is not necessary to make a choice exclusive, both can and should be partners in projects. The public sector needs managers who are more administrators and managers who politicians. The state needs an external control, which allows you to manage it more agile without deviation and corruption. On the other hand, the private sector needs to be regulated by the state in view of the public interest. Both must transact and collaborate for the economic and social development. Keywords: public, private, management, regulation.               Introdução Este é um mero artigo de opinião e não uma obra científica. Mas sinto-me confortável em escrevê-lo, considerando ser funcionário público de carreira, ex-dirigente sindical, ex-gestor público nas áreas de educação, saúde, cultura e Casa Civil, além de possuir experiência também na área privada, como gestor e professor. O debate sobre o Público versus o Privado precisa ser depurado de dois erros: a ideologização e o preconceito, reforçado pelo senso comum.               1.     Preconceitos sobre o setor público: Existem preconceitos que precisam ser desfeitos no que tange à relação entre o Público e o Privado. Primeiro, não é preciso escolher entre um e outro, podemos pensar num modelo híbrido, em parcerias público-privadas, em participação estatal no privado, como faz a China e os outros países asiáticos. Segundo, não é verdade que o público sempre é ineficaz e que o privado faria melhor gastando menos. Muitas vezes o público é melhor que o privado, por exemplo, dentre as vinte e cinco melhores universidades brasileiras avaliadas em 2009, só duas são privadas (Inep-MEC). Há empresas estatais premiadas, como a Cia Carris da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, outras respeitadas, como os Correios e a Petrobras. E mesmo na administração direta, em diferentes áreas, encontramos inúmeras instituições com admiração e reconhecimento da opinião pública, pela qualidade de seus serviços.               2.     As deficiências e a inoperância do setor público: A meu ver o que faz a diferença entre o público eficiente e o ineficiente, primeiro é a deficiência: muitas instituições públicas são sucateadas por não serem vistas como prioritárias, carecendo de recursos financeiros, materiais e humanos. Há estatais, por exemplo, como certos portos, que arrecadam, mas o que arrecadam não fica disponibilizado em seu caixa, fica retido no caixa único do tesouro. Há instituições públicas da administração direta...

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(Português) O Que é Ser de Esquerda Hoje

20 August 2013 | Nenhum comentário

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(Português) A Revelação do Oculto

20 August 2013 | Nenhum comentário

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(Português) Contracultura e Pop Art nos EUA e no Brasil

20 August 2013 | Nenhum comentário

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(Português) Sistemas Eleitorais e Representatividade

20 August 2013 | Nenhum comentário

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